Imagens do tipo deepfake foram publicadas nas redes sociais nesse período de eleição, segundo levantamento do projeto VigIA, da Agência Lupa, em parceria com o Laboratório de Inteligência Artificial (Recod.ai) da Unicamp. Entre 16 de agosto e 28 de setembro, os pesquisadores identificaram 554 vídeos e imagens manipulados com IA, equivalentes a 60% dos 920 conteúdos analisados.
Do total de deepfakes, 29 foram publicados por perfis de candidatos ou partidos. A maioria, porém, partiu de usuários comuns ou contas desconhecidas. Entre os conteúdos mais frequentes estavam vídeos falsos em que jornalistas anunciavam notícias inventadas e celebridades apareciam, sem ter feito isso, declarando apoio a candidatos.
O levantamento também apontou que apenas 371 das 920 publicações com inteligência artificial estavam devidamente sinalizadas. Assim, 549 conteúdos não apresentavam a identificação exigida pela legislação eleitoral.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina que conteúdos sintéticos produzidos ou alterados por IA sejam identificados de forma explícita, destacada e acessível. Além disso, a Corte definiu em setembro que um deepfake precisa apresentar realismo ou verossimilhança e alterar imagem, voz ou manifestação de uma pessoa.
Segundo o VigIA, a promoção de candidaturas foi a finalidade mais comum, aparecendo em 414 casos (45%). Ataques a candidatos e conteúdos de humor ou sátira também tiveram participação significativa.
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