As doenças tropicais negligenciadas continuam sendo desafio no Brasil, onde cerca de 30 milhões de pessoas estão sob risco dessas enfermidades. O país também está entre os 16 que concentram 80% dos casos registrados no mundo, segundo dados apresentados pelo Ministério da Saúde em 2026.
O grupo reúne doenças como hanseníase, doença de Chagas, leishmanioses, esquistossomose, malária e raiva humana. Embora muitas tenham prevenção, diagnóstico e tratamento disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS), elas permanecem associadas à pobreza, ao saneamento precário e às dificuldades de acesso aos serviços de saúde.
Além disso, o impacto é maior em populações socialmente vulneráveis, especialmente em áreas rurais, periferias e regiões com infraestrutura limitada. Na Amazônia, por exemplo, as grandes distâncias e as dificuldades de acesso podem ampliar os obstáculos ao diagnóstico e ao tratamento.
Para enfrentar o problema, o Programa Brasil Saudável estabeleceu a meta de eliminar doenças e infecções como problemas de saúde pública até 2030. A iniciativa prioriza 209 municípios e reúne ações de saúde, saneamento, combate à pobreza, ciência e redução das desigualdades.
Apesar dos avanços, especialistas alertam que ampliar o diagnóstico precoce, qualificar profissionais e garantir atendimento nas áreas mais vulneráveis continua essencial para reduzir o impacto das doenças tropicais negligenciadas no país.
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