A IA e as suas consequências positivas e negativas estão no centro do debate econômico europeu. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a inteligência artificial pode elevar a produtividade da Europa em cerca de 1% ao longo de cinco anos. Ao mesmo tempo, a tecnologia pode ampliar desigualdades, pressionar o sistema elétrico e aumentar a dependência de empresas estrangeiras.
O alerta consta de documento preparado para a reunião informal dos ministros das Finanças da União Europeia, realizada em Dublin, na Irlanda. O FMI avalia que os ganhos da IA não serão distribuídos de maneira uniforme entre países, regiões e trabalhadores.
Além disso, cerca de 60% dos trabalhadores das economias europeias avançadas estão em ocupações altamente expostas à inteligência artificial. Enquanto algumas funções podem ganhar produtividade com novas ferramentas, outras podem sofrer redução de postos à medida que tarefas rotineiras sejam automatizadas. Estudos do próprio FMI também apontam que os ganhos tendem a ser maiores nas economias mais preparadas tecnologicamente.
Outro desafio envolve a energia. A expansão dos centros de dados aumenta a demanda por eletricidade. A Agência Internacional de Energia (IEA) projeta que o consumo global desses centros pode praticamente dobrar até 2030, enquanto aplicações de IA avançam rapidamente.
Por isso, o FMI defende maior integração dos mercados de energia, capital e trabalho na União Europeia. A Comissão Europeia também lançou iniciativas para ampliar a infraestrutura de IA e tornar os centros de dados mais eficientes.
Por fim, o FMI alerta para a dependência tecnológica. Com Estados Unidos e China liderando o desenvolvimento de grandes modelos de IA, a Europa precisará ampliar investimentos em pesquisa, infraestrutura e empresas do setor para fortalecer sua autonomia tecnológica.
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