O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, avalia que os focos de incêndio no Amazonas resultam de ação humana intencional, possivelmente para degradar a floresta e preparar áreas para futuros desmatamentos. A declaração ocorre após o estado registrar 540 novos focos em dois dias, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
No sábado (10), o Amazonas contabilizou 494 novos focos, o maior número desde o início de outubro. O total equivale a mais da metade dos 874 registros de todo o mês de outubro de 2025.
No domingo (11), Capobianco e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, sobrevoaram áreas atingidas e identificaram incêndios em regiões florestais de difícil acesso. Capobianco destacou a necessidade de responsabilizar os envolvidos em possíveis ações criminosas.
A fumaça das queimadas também elevou a poluição do ar e levou a Defesa Civil de Manaus a emitir um alerta de risco à saúde. Além disso, o governo reconheceu situação de emergência em 36 municípios amazonenses.
Para combater o fogo, uma força-tarefa reúne equipes municipais, estaduais e federais. O Ibama mobilizou 290 brigadistas, quatro aviões Air Tractor e dois helicópteros. Outros dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira reforçaram a operação, enquanto a Força Nacional do SUS presta assistência nos municípios afetados.
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