O manual de jornalismo indígena Poranga Marandúa foi lançado nesta segunda-feira (10), na Câmara dos Deputados, em Brasília, com orientações para uma cobertura mais ética, responsável e livre de estereótipos sobre os povos originários. A publicação foi elaborada pela Articulação Brasileira de Indígenas Jornalistas (Abrinjor) e reúne conhecimentos construídos por mais de 40 povos indígenas.
O material apresenta termos, princípios e recomendações para jornalistas, além de destacar a importância da escuta, do respeito às comunidades e da valorização das línguas, culturas e formas próprias de narrar histórias. A iniciativa começou a ser construída antes do pré-lançamento realizado durante a COP30, em Belém, em novembro de 2025.
Além disso, o manual busca contribuir para a formação de novos profissionais. A proposta é que universidades e cursos de Jornalismo utilizem a publicação como ferramenta pedagógica para combater o racismo e reduzir a reprodução de informações equivocadas sobre os povos indígenas.
O nome Poranga Marandúa, associado à ideia de “boa notícia” em Nheengatu, reforça a proposta de construir novas narrativas. A Abrinjor reúne atualmente mais de 70 jornalistas indígenas de 45 povos e atua na formação e valorização da comunicação produzida pelos próprios povos originários.
A publicação está disponível gratuitamente em formato digital, ampliando o acesso às orientações para profissionais de imprensa, estudantes e pesquisadores.
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