A floresta em pé começa a ganhar espaço como alternativa econômica para produtores rurais na Amazônia. Em Caracaraí (RR), um projeto de conservação mantém 14 mil hectares de vegetação nativa e utiliza tecnologia, geração de créditos de carbono e ações sociais para evitar o desmatamento.
A iniciativa surgiu depois que o proprietário da área, produtor de soja de Goiás, obteve autorização para desmatar parte do imóvel. Em vez disso, ele aderiu ao projeto desenvolvido pela empresa ZEG, que prevê a comercialização dos estoques de carbono durante 40 anos.
Além da conservação, o modelo investiu R$ 20 milhões em monitoramento, prevenção de incêndios e certificação. Uma torre de 60 metros equipada com câmera e inteligência artificial identifica possíveis focos de fogo e aciona as equipes de campo. Ao mesmo tempo, 20 trabalhadores receberam treinamento para atuar no combate às queimadas.
A iniciativa também beneficia 36 famílias que vivem nos assentamentos próximos e dependem da coleta da castanha-do-Pará. Com apoio à organização comunitária, os extrativistas passaram a comercializar a produção de forma coletiva, buscando melhores preços.
O projeto acompanha o avanço do mercado de carbono no Brasil. A Lei nº 15.042/2024 criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), enquanto o governo trabalha na regulamentação do mercado regulado.
Assim, projetos que conciliam conservação, renda e benefícios sociais podem ganhar importância na economia de baixo carbono, especialmente na Amazônia.
Fonte: jornaldamazonia.com
Foto: Fabíola Sinimbú







