A escassez de professores no Brasil afeta principalmente algumas regiões e disciplinas, segundo o Panorama da Educação 2026, divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O levantamento mostra que 9% dos docentes não tinham diploma, certificação ou formação pedagógica considerada necessária — índice próximo à média de 9,1% dos países da organização.
De acordo com o relatório, a falta de profissionais é mais intensa em áreas remotas e vulneráveis, especialmente nas disciplinas de matemática e ciências naturais. Por isso, redes de ensino recorrem à contratação de docentes sem a qualificação completa para preencher vagas.
Além disso, a permanência na carreira representa outro desafio. Em 2022, 10,3% dos professores plenamente qualificados deixaram a rede pública brasileira, por aposentadoria ou demissão, ante 6,4% na média da OCDE.
As condições de trabalho também pesam. No Brasil, 44,3% dos professores dos anos finais do ensino fundamental estavam satisfeitos com o trabalho em 2022, contra 68,4% na média da OCDE. Em relação aos salários, a satisfação era de 22,3%.
O Ministério da Educação aposta em iniciativas como o Mais Professores para o Brasil e o Pé-de-Meia Licenciaturas para atrair e manter profissionais na docência.
Fonte: jornaldamazonia.com
Foto: Viorika/Getty Images







