As Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) encontradas na Amazônia podem ampliar a diversidade da alimentação e valorizar conhecimentos tradicionais. Jambu, caruru, espinafre-amazônico, caapeba e outras espécies aparecem em hortas, quintais, feiras e comunidades da região.
O termo PANC identifica plantas ou partes comestíveis que não fazem parte do consumo habitual de determinada população. Por isso, uma espécie pode ser considerada não convencional em um local e fazer parte da alimentação cotidiana em outro.
Entre os exemplos amazônicos, o jambu se destaca pelo uso no tacacá, pato no tucupi e pratos com peixes. A planta também contém nutrientes como proteínas, fibras, cálcio, fósforo e vitamina C.
Já o espinafre-amazônico reúne vitaminas, carotenoides, fibras e minerais, como ferro, cálcio e potássio. O caruru, por sua vez, permite o aproveitamento de folhas, hastes e talos, contribuindo para reduzir desperdícios.
Além disso, pesquisas avaliam espécies como a caapeba em novos produtos alimentícios. Assim, as PANCs podem diversificar as refeições, fortalecer a segurança alimentar e aproximar a população da biodiversidade amazônica.
No entanto, o consumo exige cuidado. A identificação correta da planta e o conhecimento sobre preparo e partes comestíveis são fundamentais. Por isso, plantas desconhecidas não devem ser consumidas sem orientação segura.
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