A Polícia Federal cumpre neste sábado (27) dez mandados de prisão domiciliar determinados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito das ações penais que investigam a trama golpista para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder ao fim de 2022. As medidas foram adotadas após a tentativa de fuga do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, preso na sexta-feira no Paraguai ao tentar embarcar para El Salvador utilizando documentos falsos.
As ordens judiciais têm como alvo condenados pertencentes aos núcleos 2, 3 e 4 da investigação, apontados como responsáveis pela articulação e execução de etapas do plano golpista. Já os integrantes do núcleo 1 — que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro — iniciaram o cumprimento de suas penas.
Entre os alvos estão o ex-assessor da Presidência Filipe Martins, a delegada da Polícia Federal Marília Ferreira de Alencar e os militares Giancarlo Gomes Rodrigues, Angelo Martins Denicoli, Fabrício Moreira de Bastos, Sergio Ricardo Cavaliere, Bernardo Romão Corrêa Netto e Ailton Gonçalves Moraes Barros. Todos já foram condenados, mas ainda podem apresentar recursos antes do trânsito em julgado.
As diligências ocorrem nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e no Distrito Federal, com apoio do Exército Brasileiro em parte das operações.
Além da prisão domiciliar, o STF impôs medidas cautelares adicionais, incluindo a proibição do uso de redes sociais, a vedação de contato com outros investigados, a entrega de passaportes, a suspensão de registros de porte de arma de fogo e a restrição de visitas.
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