Guerrilheiros armados colombianos provocam fuga de indígenas na Amazônia

A ação está acontecendo no município de São Gabriel da Cachoeira
Imagem: Arquivo pessoal/Foirn

A presença de guerrilheiros armados colombianos no lado brasileiro da Amazônia provoca medo e fuga de indígenas em comunidades de São Gabriel da Cachoeira, no extremo oeste do Amazonas. Segundo organizações indígenas, grupos com cerca de 2 mil integrantes circulam pelas regiões do Alto Tiquié e Baixo Uaupés, ameaçando moradores e dificultando o acesso às roças.

Diante das denúncias, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil e pediu reforço urgente das forças de segurança na região. A medida busca ampliar o patrulhamento e proteger as comunidades próximas à fronteira entre Brasil e Colômbia.

A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) relatou avistamentos de homens armados, invasões de roças e ameaças com armas de fogo. Em um dos casos, uma liderança da comunidade Cunurí teria sido levada pelo grupo e obrigada a servir como guia. Após cinco dias, ela retornou.

Além disso, moradores de comunidades como Morro de Beija-Flor e São Filipe estariam deixando suas casas em direção a Pari Cachoeira. O deslocamento aumenta a preocupação entre as lideranças indígenas, que temem novos episódios de violência.

O Exército informou que monitora a situação e mantém ações de vigilância na faixa de fronteira. A região concentra comunidades indígenas e possui intensa circulação entre Brasil e Colômbia.

Segurança na fronteira

A Foirn atua na defesa dos direitos de mais de 750 comunidades indígenas do Rio Negro. As organizações pedem providências para garantir a segurança dos moradores e o acesso às roças, essenciais para a subsistência das famílias.

jornaldamazonia.com / Com informações do UOL

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