O impacto dos acidentes de moto em Rondônia, no sistema de saúde altera a rotina dos serviços de urgência. Em Porto Velho, o Samu registrou 1.687 atendimentos envolvendo motocicletas no primeiro semestre deste ano, média de 9,3 ocorrências por dia. O número representa 43,8% dos atendimentos realizados pelo serviço.
Além disso, somente em julho, o Hospital Pronto-Socorro João Paulo II recebeu 352 vítimas de acidentes com motos, sendo 254 moradores da capital. As colisões entre carros e motocicletas lideraram os chamados do Samu, com 60%, enquanto as quedas responderam por 18%.
Esse volume aumenta a demanda por ambulâncias, equipes de emergência, leitos, cirurgias e acompanhamento de pacientes. Segundo o Ministério da Saúde, os acidentes de trânsito já provocaram mais de 190 mil internações no SUS e hospitais conveniados em 2020. Desse total, 61,6% envolveram motociclistas.
Em Rondônia, o problema também tem histórico de forte pressão sobre a rede pública. Dados estaduais apontaram que acidentes com motos provocaram 1.634 internações no SUS em 2014, com gasto de R$ 1,5 milhão.
Em 2026, mortes de jovens em Porto Velho, Vale do Anari e Jaru reforçam a gravidade do cenário. Por isso, o Detran-RO aposta em fiscalização e educação para reduzir comportamentos de risco, como excesso de velocidade e condução sem habilitação.
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