A Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric) e a Defesa Civil Municipal realizaram uma reunião de alinhamento estratégico para intensificar o enfrentamento aos impactos das cheias, com atenção especial às comunidades rurais do Baixo Madeira. O encontro reuniu informações sobre áreas suscetíveis a alagamentos, levantamento de danos já registrados e projeção de perdas produtivas, além de subsidiar o processo de decretação de Situação de Emergência no município.

O procedimento administrativo está em tramitação na Secretaria-Geral de Governo e depende de parecer da Secretaria Municipal de Assistência Social para viabilizar o reconhecimento em nível federal. Paralelamente, equipes técnicas atuam no levantamento direto de dados nas comunidades atingidas, com o objetivo de dimensionar os prejuízos e planejar ações de resposta e recuperação.
O monitoramento hidrológico segue em andamento, com base em boletins meteorológicos e dados oficiais que indicam a possibilidade de um novo aumento no nível do rio Madeira nos próximos dias. A projeção aponta para uma cota entre 15 e 15,20 metros, cenário que pode provocar novos alagamentos e ampliar os impactos em localidades já afetadas, além de alcançar outras áreas.
Levantamento técnico aponta que as regiões mais vulneráveis estão concentradas no Baixo Madeira. Na margem direita, destacam-se comunidades como Conceição da Galera, Tira Fogo, Pombal, Santa Catarina, Bom Fim, Boa Vitória, Lago do Cuniã, Ilha Nova, Ressaca, Firmeza, Ilha de Assunção, Terra Firme e Papagaios. Na margem esquerda, estão localidades como Ramal São Miguel, Maravilha II, Mutuns, Bom Jardim, Pau D’Arco e Itacoã.
A atuação integrada entre os órgãos municipais busca organizar medidas preventivas, mapear cenários e reduzir impactos sociais e econômicos provocados pelas cheias, com foco na preservação das atividades produtivas e no suporte às comunidades rurais.
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