A CNBB nega ter produzido, autorizado ou participado da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil divulgou uma nota de esclarecimento no domingo (27), após o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, atribuir a integrantes da entidade participação na divulgação de uma suposta notícia falsa envolvendo Nossa Senhora Aparecida.
Segundo a CNBB, a instituição repudia a produção e o uso de informações falsas, independentemente de quem possa ser beneficiado ou prejudicado. Além disso, afirmou que não integra estruturas político-partidárias ou campanhas eleitorais.
A entidade explicou ainda que suas manifestações sobre as eleições seguem sua missão pastoral e princípios como dignidade humana, bem comum, democracia e liberdade de consciência. Em junho, a CNBB já havia divulgado uma mensagem para as eleições de 2026, destacando a participação consciente dos eleitores e afirmando que a Igreja Católica não indica candidatos ou partidos.
A polêmica envolve informações sobre uma suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Flávio Bolsonaro negou a existência dessa proposta e, depois da nota da CNBB, agradeceu à entidade por confirmar, segundo sua interpretação, que a informação era falsa.
O episódio também chegou à Justiça Eleitoral. O ministro Flávio Dino, do STF, determinou a restauração de publicações sobre o tema que haviam sido removidas por decisão do ministro André Mendonça, do TSE.
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