O custo de vida nos estados da Região Norte continua pressionando o orçamento das famílias, principalmente pela combinação entre preços dos alimentos, aluguel e renda. Dados recentes do DIEESE mostram que a cesta básica recuou em julho, mas ainda acumula altas significativas em 2026.
Entre as capitais nortistas, Boa Vista apresentou a cesta mais cara, a R$ 730,74, seguida por Belém (R$ 724,10), Macapá (R$ 713,29), Manaus (R$ 697,80), Rio Branco (R$ 692,04) e Porto Velho (R$ 684,83). Palmas também registrou queda no mês.
Apesar do recuo, Porto Velho acumulou a maior alta da cesta básica no Norte entre janeiro e julho, com avanço de 15,68%. Belém teve aumento de 8,63% no período.
Além disso, a renda ajuda a explicar o impacto no orçamento. Segundo o IBGE, a renda domiciliar per capita em 2025 variou de R$ 1.392 no Acre a R$ 2.036 no Tocantins. Rondônia registrou R$ 1.991.
A moradia também pesa. O FipeZAP apontou aluguel médio de R$ 63,55 por metro quadrado em Belém e R$ 52,63 em Manaus, em março de 2026.
Assim, o custo de vida nos estados da Região Norte resulta de diferentes fatores. Mesmo uma cesta mais barata não significa, necessariamente, menor pressão financeira para o trabalhador, sobretudo quando a renda é menor e o aluguel consome parte importante do salário.
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