O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu representantes da sociedade civil nesta terça-feira (1º) para ouvir propostas sobre o mercado de casas de apostas eletrônicas, as chamadas bets. O governo avalia novas medidas e, segundo Lula, uma decisão sobre o setor poderá ser tomada ainda nesta semana.
A reunião reuniu entidades ligadas à proteção de crianças, saúde, comércio, economia e setor artístico. Entre os principais relatos, participantes apontaram o endividamento de famílias, prejuízos ao comércio e os impactos da dependência em apostas.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que a procura por atendimento relacionado à dependência em apostas cresceu de uma oferta inicial de 600 atendimentos mensais para cerca de 100 mil. Segundo ele, 55% das pessoas que buscam ajuda são mulheres.
Além disso, o governo já adotou medidas para restringir o acesso de beneficiários de programas sociais às bets autorizadas. Desde agosto, sistemas oficiais impedem novos cadastros e determinam o encerramento de contas de beneficiários do Bolsa Família, BPC, Fies e programas de renegociação de dívidas.
O Banco Central também já identificou forte movimentação financeira no setor e alertou para os impactos das apostas sobre famílias em situação de vulnerabilidade.
Lula afirmou que considera as bets um problema social e admitiu a possibilidade de adotar medidas mais rígidas. O mercado, entretanto, já possui empresas autorizadas e é regulado pelo Ministério da Fazenda.
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