Os dados sobre saneamento básico nos estados da Amazônia mostram que a região ainda enfrenta obstáculos para ampliar e melhorar os serviços de água e esgoto. O diagnóstico mais recente do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), com dados de 2022, revela diferenças importantes entre os estados.
Um dos principais problemas está nas perdas de água durante a distribuição. No Norte, o índice chegou a 66,6% no Acre, 71,1% no Amapá, 59,4% em Roraima e 59,8% em Rondônia. Amazonas registrou 50,9%, enquanto Pará e Tocantins apresentaram 34,6%.
Além disso, as características geográficas da Amazônia dificultam a expansão das redes. Grandes distâncias e comunidades rurais, ribeirinhas e isoladas exigem soluções adaptadas à realidade de cada território.
Ao mesmo tempo, o novo SINISA passou a reunir informações sobre abastecimento de água, esgotamento sanitário, resíduos sólidos, drenagem urbana e gestão municipal. A primeira coleta do sistema tem como referência o ano de 2023.
Nesse cenário, a legislação estabelece como meta alcançar 99% dos domicílios com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto até 2033.
Portanto, os dados sobre saneamento básico nos estados da Amazônia reforçam a necessidade de investimentos, planejamento e soluções que considerem as particularidades da região.
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