A Economia da Amazônia pode crescer sem depender do desmatamento, conciliando geração de empregos, aumento da renda e preservação da floresta. Nesse sentido, essa é a conclusão do estudo Nova Economia da Amazônia (NEA), desenvolvido pelo WRI Brasil, com apoio do Instituto Arapyaú e colaboração da iniciativa Uma Concertação pela Amazônia.
Além disso, o estudo reúne 76 especialistas e instituições de pesquisa e apresenta projeções para a Amazônia Legal até 2050. Dessa forma, a proposta busca promover uma transição econômica baseada no uso sustentável dos recursos naturais e, ao mesmo tempo, valorizar a floresta em pé.
De acordo com a pesquisa, o cenário projetado indica que a região poderá gerar 312 mil empregos adicionais e acrescentar pelo menos R$ 40 bilhões por ano ao Produto Interno Bruto (PIB) a partir de 2050. Além disso, a bioeconomia surge como uma das principais oportunidades. Nesse caso, o setor tem potencial para criar 833 mil novos postos de trabalho e movimentar R$ 38,5 bilhões por ano.
Para alcançar esse cenário, o estudo prevê R$ 2,56 trilhões em investimentos até 2050. Assim, os recursos poderão fortalecer áreas como bioeconomia, agropecuária de baixa emissão, infraestrutura e energia limpa. Ao mesmo tempo, esses investimentos podem contribuir para uma economia mais sustentável na região.
Por outro lado, a proposta também estabelece metas ambientais importantes. Entre elas estão desmatamento zero, restauração de 24 milhões de hectares de florestas e redução de 94% das emissões líquidas. Portanto, os dados reforçam que a conservação da floresta pode ocupar um papel central no desenvolvimento regional.
Por fim, o estudo mostra que crescimento econômico e preservação ambiental podem caminhar juntos. Dessa forma, a floresta em pé ganha importância estratégica para o futuro da Economia da Amazônia.
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