Os efeitos do El Niño no Norte já mobilizam o governo federal, que prepara ações para enfrentar a estiagem e possíveis impactos sobre rios, abastecimento e saúde. A estratégia prevê bases descentralizadas do SUS em Manaus, Belém e Porto Velho para agilizar o atendimento a municípios em situação de emergência.
A medida considera as previsões climáticas para 2026. Segundo uma nota técnica do INPE, INMET, Funceme e Censipam, há mais de 95% de probabilidade de permanência do El Niño no segundo semestre. Para o Norte e o Nordeste, os modelos indicam redução das chuvas, enquanto o Sul pode registrar precipitações acima da média.
Além disso, o governo federal realizou oficinas em dez estados para organizar ações de prevenção e resposta. Em áreas sujeitas à seca severa, a União prevê reforço no abastecimento de comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas, além da avaliação de estoques de combustíveis em rotas afetadas pela redução dos rios.
No Amazonas, o governo estadual declarou emergência climática e ambiental de forma preventiva diante do risco de estiagem, incêndios e redução da disponibilidade hídrica.
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