A seleção do Irã faz sua estreia na Copa do Mundo nesta segunda-feira (15), diante da Nova Zelândia, em Los Angeles, pelo Grupo G, em um cenário marcado pela tensão diplomática e militar entre o país asiático e os Estados Unidos. A partida integra o quinto dia de competições do Mundial, que também terá as estreias de Espanha, Bélgica e Uruguai.
Apesar das incertezas que cercaram sua participação no torneio, o Irã confirmou presença na Copa após negociações envolvendo as autoridades norte-americanas. Desde o agravamento do conflito entre os dois países, a presença da delegação iraniana em território dos EUA tornou-se um tema sensível. Em março, o então presidente americano Donald Trump chegou a afirmar que o Irã não deveria disputar a competição.
Como condição para participar do Mundial, a seleção iraniana recebeu autorização para entrar nos Estados Unidos apenas nos dias de jogos. Por isso, a delegação está hospedada em Tijuana, no México, cidade localizada na fronteira com os EUA.
A logística da equipe será diferente da adotada pelas demais seleções. Os jogadores e membros da comissão técnica precisam cruzar a fronteira apenas para as partidas e retornar ao México logo após o término dos confrontos. O procedimento será repetido ao longo da fase de grupos, já que os três jogos do Irã nesta etapa serão realizados em território norte-americano.
A situação acrescenta um desafio extra para a seleção iraniana, que terá de lidar não apenas com a pressão esportiva da Copa do Mundo, mas também com os impactos de um contexto geopolítico delicado. Ainda assim, a equipe aposta no futebol para superar as adversidades e buscar uma vaga nas oitavas de final do torneio.
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