Estudantes criam retardante ecológico e levam Brasil à disputa de prêmio mundial

Produto utiliza compostos naturais para conter fogo sem danos ao meio ambiente

Duas estudantes de Biotecnologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) desenvolveram um retardante de chamas biodegradável para o combate a incêndios florestais e representam o Brasil na etapa internacional do Hult Prize 2026, uma das maiores competições de empreendedorismo universitário do mundo.

Batizado de BIODEFENSER®, o produto utiliza compostos naturais para conter o avanço do fogo sem causar danos ao meio ambiente. Além de controlar as chamas, a tecnologia cria uma camada protetora que favorece a recuperação do solo e reduz o risco de novos focos de incêndio.

As estudantes Mariah Fraulo Cavalcante e Taciane Beatriz Ferreira venceram as fases regional e nacional da competição e agora disputam uma vaga entre as oito equipes finalistas. A equipe campeã receberá US$ 1 milhão para transformar o projeto em negócio.

O produto já apresentou resultados positivos em testes laboratoriais, e as pesquisadoras preparam ensaios em maior escala, além do pedido de patente no Brasil e no exterior. A expectativa é firmar parcerias com instituições como Embrapa e Ibama para validar a eficácia e a segurança ambiental da tecnologia.

Segundo dados citados pelas pesquisadoras, os incêndios florestais emitiram 8,6 bilhões de toneladas de dióxido de carbono em 2024 e provocaram prejuízos superiores a US$ 250 bilhões, reforçando a necessidade de soluções sustentáveis para o problema.

Fonte: jornaldamazonia.com

Foto: Agência Pública

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