Estudo aponta que Amazônia se recupera de incêndios, mas perde biodiversidade

Amazônia apresenta elevada capacidade de regeneração após incêndios florestais
Foto: Paulo Brando.

Uma pesquisa realizada ao longo de 20 anos no sudeste da Amazônia revelou que a floresta consegue se regenerar após incêndios, mas com redução significativa da biodiversidade. O estudo mostra que áreas atingidas pelo fogo passam a ser dominadas por espécies de crescimento rápido, enquanto árvores nativas mais resistentes diminuem, tornando o ecossistema mais vulnerável às mudanças climáticas e a novos incêndios.

Pesquisa conduzida por cientistas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e da Universidade de Yale concluiu que a Amazônia apresenta elevada capacidade de regeneração após incêndios florestais, sem evidências de um processo de savanização. No entanto, a recuperação ocorre com perda de diversidade de espécies, especialmente nas áreas de borda da floresta.

O estudo identificou redução de até 50% na diversidade vegetal em áreas queimadas repetidamente. Espécies nativas de longa vida e maior capacidade de armazenar carbono vêm sendo substituídas por árvores de crescimento rápido, o que compromete a fauna e reduz a resistência da floresta a novos eventos extremos.

Os pesquisadores destacam que a regeneração representa um sinal positivo, mas alertam que a “nova floresta” é ecologicamente mais frágil. Segundo os autores, políticas de prevenção a incêndios são fundamentais para preservar a biodiversidade amazônica e fortalecer a recuperação das áreas degradadas.

Os resultados reforçam a importância de proteger remanescentes florestais e recuperar áreas degradadas. Dados recentes mostram que, apesar da queda do desmatamento em 2025, a Amazônia ainda perdeu milhares de hectares de vegetação nativa, mantendo o bioma sob forte pressão ambiental.

Clique aqui para mais informações.

Redação com informações do Mongabay

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