As mortes de idosos podem ocorrer com maior frequência devido a eventos extremos do clima, principalmente durante ondas de calor. Um estudo da Fiocruz e da Universidade Federal da Bahia (UFBA) estima que mais de 97 mil pessoas com 65 anos ou mais morreram associadas ao calor extremo no Brasil entre 2000 e 2019. O número representa cerca de 80% das 120 mil mortes relacionadas às ondas de calor no período.
O alerta ganha força diante das previsões para 2026. O Centro de Previsões Climáticas (CPC), ligado à NOAA, aponta 81% de probabilidade de um El Niño muito forte entre outubro e dezembro, com possibilidade de o fenômeno estar entre os maiores registrados desde 1950.
Além disso, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) prevê que o El Niño se fortaleça entre agosto e outubro e aumente a ocorrência de temperaturas acima da média em várias partes do mundo. O fenômeno também pode alterar os padrões de chuva e elevar o risco de secas em algumas regiões.
Os idosos estão entre os grupos mais vulneráveis ao calor porque o organismo perde parte da capacidade de regular a temperatura corporal. Assim, a desidratação pode evoluir para complicações cardiovasculares, renais e até choque térmico. Por isso, autoridades recomendam reforçar a hidratação, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes e manter atenção especial a pessoas idosas durante ondas de calor.
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