As secas no Brasil e no mundo estão se tornando mais frequentes, intensas e prolongadas, ampliando os impactos sobre a agricultura, os recursos hídricos e as comunidades. Segundo a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), a frequência e a duração das secas aumentaram quase 30% desde 2000.
No Brasil, todas as regiões registraram episódios de seca em julho de 2026, com pelo menos 157 municípios classificados em situação de seca severa. Na Amazônia, o cenário preocupa ainda mais. Rios em níveis historicamente baixos podem comprometer o transporte, o abastecimento e a segurança alimentar das populações ribeirinhas e indígenas.
Além disso, a previsão de um El Niño forte entre agosto e outubro aumenta o alerta para a região. A Organização Meteorológica Mundial aponta possibilidade de condições mais secas no Norte da América do Sul, enquanto especialistas alertam para maior risco de redução das vazões dos rios, queimadas e estiagens prolongadas.
O tema estará no centro da COP17 da Desertificação, que começa neste domingo (17), na Mongólia. A conferência discutirá medidas para fortalecer a resiliência à seca, restaurar áreas degradadas e ampliar a segurança hídrica e alimentar.
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