A diferença entre homens e mulheres no acesso ao emprego formal nos estados da Amazônia permanece como um dos desafios do mercado de trabalho regional. Embora as mulheres tenham ampliado sua participação no emprego formal brasileiro, elas ainda enfrentam maior desemprego, informalidade e rendimentos menores em boa parte da região.
No Brasil, as mulheres ocupam 46,4% dos 62,8 milhões de vínculos formais. Além disso, responderam por 5,8 milhões dos 10,1 milhões de novos empregos criados entre janeiro de 2023 e junho de 2026.
Na Região Norte, 3,5 milhões das 7,3 milhões de mulheres com 14 anos ou mais estavam na força de trabalho no quarto trimestre de 2025, segundo levantamento do DIEESE com base na Pnad Contínua.
A desigualdade aparece também nos salários. Em Rondônia, por exemplo, as mulheres recebiam, em média, R$ 3.644 por mês, contra R$ 5.163 dos homens. No Pará, eram R$ 2.622 diante de R$ 4.692; no Amazonas, R$ 2.770 contra R$ 4.563.
Além disso, o desemprego pesa mais sobre elas. No primeiro trimestre de 2026, a taxa nacional de desocupação foi de 7,3% entre mulheres e 5,1% entre homens. No mesmo período, Rondônia registrou uma das menores taxas gerais do país, com 3,7%.
A informalidade também dificulta o avanço feminino. No Pará, apenas 55,9% dos empregados do setor privado tinham carteira assinada no primeiro trimestre de 2026, segundo o IBGE.
Assim, os dados mostram que a presença feminina cresce no mercado de trabalho, mas a diferença entre homens e mulheres no acesso ao emprego formal nos estados da Amazônia continua associada a desigualdades de renda, desemprego e proteção trabalhista.
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