Plano de Preparação e Resposta a Emergências em Saúde Pública associadas ao El Niño: o que está previsto para a Amazônia

A estratégia reúne medidas de prevenção e monitoramento

O Plano de Preparação e Resposta a Emergências em Saúde Pública associadas ao El Niño 2026-2027 foi apresentado pelo Ministério da Saúde para preparar o SUS diante dos possíveis impactos do fenômeno climático. A estratégia integra o AdaptaSUS e considera diferentes riscos conforme as características de cada região.

Na Amazônia, o planejamento prioriza cenários de seca, estiagem, queimadas, calor e dificuldades de acesso aos serviços de saúde. O Ministério da Saúde também considera a necessidade de manter o atendimento em comunidades remotas, com equipes de saúde e Unidades Básicas de Saúde Fluviais.

O El Niño 2026-2027 está classificado como forte e pode atingir intensidade muito forte. A janela considerada mais crítica pelo governo federal vai de outubro de 2026 a março de 2027. Entretanto, as previsões representam cenários de risco e não significam que eventos extremos ocorrerão necessariamente em todas as áreas da Amazônia.

Para enfrentar esse cenário, o plano estabelece cinco frentes: salas de situação para monitoramento, kits emergenciais, mobilização da Força Nacional do SUS, protocolos específicos por bioma e integração de sistemas de vigilância. Bases regionais da FN-SUS poderão deslocar equipes em até 48 horas, quando necessário.

Além disso, o Ministério alerta para a possibilidade de aumento de arboviroses, como dengue e chikungunya, durante o período de influência do El Niño. Por isso, estados e municípios devem reforçar a vigilância e o controle do Aedes aegypti.

Na Amazônia Legal, o monitoramento também conta com um Centro de Informação em Clima e Saúde da Fiocruz, em Porto Velho, que acompanha riscos climáticos e seus possíveis efeitos sobre a saúde regional.

Até 2035, o AdaptaSUS prevê 27 metas e 93 ações para ampliar a capacidade do SUS de prevenir e responder às emergências climáticas.

jornaldamazônia.com

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