A sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros pelos EUA entra em vigor nesta sexta-feira (24) e amplia a pressão sobre as exportações nacionais. A medida, anunciada pelo governo norte-americano, substitui a tarifa global temporária de 10% e se soma à sobretaxa de 25% aplicada desde o último dia 22, elevando a tributação para até 37,5% em parte dos produtos brasileiros.
A decisão foi tomada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que acusa o Brasil de não adotar mecanismos considerados suficientes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. O relatório cita cinco segmentos: alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio e tabaco.
Segundo o USTR, a medida busca evitar concorrência considerada desleal com empresas americanas. Além do Brasil, outros 53 países também foram atingidos pela sobretaxa de 12,5%.
Em resposta, o governo brasileiro classificou a decisão como arbitrária e injustificada. A Secom informou que o país possui legislação, fiscalização e acordos internacionais de combate ao trabalho escravo, além da Lista Suja do Trabalho Escravo. O Brasil pretende recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) e poderá adotar medidas previstas na Lei de Reciprocidade, enquanto mantém apoio às empresas exportadoras por meio do Plano Brasil Soberano.
jornaldamazonia.com







