O tabagismo é maior entre jovens de 16 a 24 anos no Brasil, segundo pesquisa do A.C.Camargo Cancer Center em parceria com a Nexus. O levantamento ouviu mais de 2 mil pessoas nas 27 unidades da Federação e mostrou que 19% dos entrevistados nessa faixa etária se declaram fumantes de cigarros convencionais ou eletrônicos. O índice supera a média nacional, de 17%, e todas as demais idades.
O cenário preocupa porque o primeiro contato com o cigarro ocorre, em média, aos 16 anos. Além disso, 33% dos brasileiros convivem frequentemente com fumantes em casa ou no trabalho, aumentando a exposição ao fumo passivo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), essa exposição pode provocar doenças cardiovasculares, respiratórias e câncer de pulmão.
Entre os dispositivos eletrônicos, o alerta também é forte. O INCA afirma que os cigarros eletrônicos não são seguros e podem conter nicotina e substâncias tóxicas associadas a câncer e doenças respiratórias e cardiovasculares.
Por faixa etária, o tabagismo chega a 15% entre pessoas de 25 a 40 anos, 17% de 41 a 59 e 16% entre maiores de 60. Já o Sul registra a maior proporção de fumantes, com 22%.
Os dados reforçam a necessidade de prevenção entre adolescentes e jovens, principalmente diante da facilidade de iniciação e do risco de dependência da nicotina.
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