Vozes do campo ajudam a construir caminhos para o desenvolvimento sustentável em RO, especialmente quando produtores e comunidades participam das decisões que definem políticas públicas. O tema ganhou espaço nesta quinta-feira (27), durante a Agrotec, em Porto Velho, nas discussões para a criação do Observatório Rondoniense dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Moradora da zona rural da capital, Débora Soares, coordenadora do Movimento de Mulheres Camponesas, defende que a sustentabilidade começa em atitudes simples, como a produção de alimentos saudáveis, a separação de resíduos e a preservação ambiental. Além disso, ela destaca a importância de ampliar a participação feminina nas decisões que afetam o campo.
A advogada Cândrica Silva, do Instituto Rondoniense de Direito Administrativo, avalia que o Observatório poderá acompanhar avanços e desafios da Agenda 2030, além de fortalecer a participação social. A proposta está alinhada aos 17 ODS da ONU, que integram dimensões sociais, econômicas e ambientais e estabelecem metas para o desenvolvimento sustentável até 2030.
Durante a Agrotec, o secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Douglas Bener, ressaltou que ouvir produtores, instituições e comunidades ajuda a formular políticas mais próximas da realidade local. Para o prefeito Léo Moraes, os ODS também contribuem para planejar cidades com mais qualidade de vida e responsabilidade ambiental.
Nesse cenário, a educação aparece como outro caminho estratégico. Para Débora, levar o debate sobre sustentabilidade às escolas pode ajudar a formar novas gerações mais conscientes e preparadas para os desafios ambientais e sociais de Rondônia.
jornaldamazonia.com / Com informações da Assessoria







