A 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17) terminou nesta sexta-feira (28), em Ulaanbaatar, na Mongólia, sem o esperado acordo global para enfrentar as secas e seus impactos. Organizações ambientais e especialistas classificaram o resultado como frustrante.
A principal divergência ocorreu em torno da criação de um mecanismo internacional para coordenar ações contra a seca e ampliar o apoio financeiro aos países mais vulneráveis. Países africanos defendem um instrumento multilateral, enquanto nações mais ricas preferem compromissos voluntários.
O adiamento levou as negociações para a COP18, que será realizada no Egito. Para entidades ambientais, a decisão preocupa diante do avanço dos eventos extremos e dos impactos sobre comunidades, agricultura e recursos hídricos.
Apesar do impasse, a COP17 apresentou iniciativas paralelas. Entre elas está o Mecanismo de Investimento para Resiliência à Seca (DRIF), criado pela Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD) e Luxemburgo, com apoio da Aliança Internacional para a Resiliência à Seca (IDRA).
A plataforma pretende mobilizar até US$ 400 milhões para projetos de segurança hídrica, agricultura sustentável, recuperação de terras e soluções baseadas na natureza.
Outra iniciativa foi o Índice de Resiliência à Seca, ferramenta que busca ajudar governos a avaliar a capacidade de prevenção e adaptação à escassez de água. Para especialistas, porém, ações isoladas não substituem um acordo internacional.
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